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Luciano Fernandes

Deck Tech Hardened Scales Affinity

Alguns chamam de evolução do Affinity, o Hardened Scales deck. Foi preciso Hangarback Walker em Magic Origins e Walking Ballista em Aether Revolt para que a carta realmente tivesse a sinergia necessária.

Meu primeiro deck Modern foi Affinity (isso mesmo, entrei no formato de maneira agressiva, resolvi investir). A decisão foi baseada na simplicidade (acreditava eu), ou seja, cuspir a mão e ver no que iria dar. Convenhamos que não está muito longe disso. O Affinity nunca deixou de ser um deck competitivo (e tenho pra mim que nunca vai deixar de ser). Até onde posso me lembrar tiveram dois no TOP8 do Pro Tour Oath of the Gatewatch e alguns bons momentos nessa última temporada; TOP8 nos GPs São Paulo (Julho 6-8, 2018), Hartford (Abril 13-15, 2018) e Toronto (Fevereiro 10-11, 2018). Toda essa intro para comentar do deck que alguns chamam de evolução do Affinity, o Hardened Scales deck. O que mais gosto no Magic é simplesmente como uma carta esquecida, que nunca teve nenhuma ou pouca relevância, simplesmente vê a luz no fim do túnel e sai para brilhar. Mas foi preciso Hangarback Walker em Magic Origins e Walking Ballista em Aether Revolt para que a carta realmente tivesse a sinergia necessária. O deck não é tão explosivo e rápido quanto o Affinity, mas acredito ser muito mais consistente e consegue, diferente do Affinity, sobreviver depois de ter a mesa devastada. As partidas muitas vezes são verdadeiras Guerras Frias onde nenhum dos dois lados, apesar de ter boas ameaças na mesa, pode fazer muito, contudo o Hardened Scales pode ser letal no momento que um Walking Ballista entra em jogo, por exemplo. Bom, com a proximidade do GP São Paulo 2019 em abril, o Hardened Scales foi a escolha que fiz. Algumas cartas têm sua quantidade definida e incontestável e reparo que a maior variação acontece na base de mana. Tirando as cartas notórias que com certeza dispensam apresentações e comentários mais profundos, cito algumas cartas que ou estou usando ou já foram usadas: [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/fut/171.jpg?1517813031) O maior downside da carta com certeza é entrar virada, mas o Graft é algo que considero muito importante, pra mim é a segunda carta com maior sinergia com Animation Module. A habilidade não dá alvo, sendo assim, no momento que a criatura entra no campo de batalha, se ela sair o marcado não sairá do terreno. Outra observação é que o Animation Module pode colocar um outro marcador no terreno, ativar a primeira habilidade do Animation Module, gerar um token e passar um marcador para esse token; no long game isso pode salvar o jogo, pois com 5 manas são sempre dois tokens por turno. Pra mim é a carta mais importante contra o control, pois é algo que não se pode anular e cria desconforto para o oponente, que precisa lidar sempre com essa ameaça e as que se tem na mão. E é perfeito com Walking Ballista no momento que é preciso de muitos marcadores para resolver múltiplas criaturas. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/front/2/7/275471e3-ded1-40ac-91ef-369dce5764d9.jpg?1543700291) A introdução do terreno teve apenas uma justificativa, BURN. As novas listas de Burn parecem terem cortado Skullcrack e nunca foi tão importante ganhar 1 ponto de vida por turno. O terreno Phyrexia's Core também ganha um ponto de vida, mas minha intenção é ganhar vida sem precisar ativar e também sem me desfazer de nada. Dificilmente a segunda habilidade será usada, mas no long game pode ser muito conveniente buscar o Walking Ballista pra encerrar o jogo. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/ima/240.jpg?1530592713) [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/ktk/245.jpg?1517813031) [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/hou/182.jpg?1517813031) Comprar carta e adiantar um turno em um deck que nunca se tem muitas cartas na mão parece ser relevante. Contudo, mais uma vez a justificativa foi, BURN. Me encontrei em diversos momentos em que perdi para mim mesmo, ou seja, só tinha Horizon Canopy como única fonte de mana ou necessariamente precisava dela para completar o custo de uma mágica ou ativação. O terreno é muito bom no long game, mas apostando que Burn e Mono Red Phoenix vão estar com tudo no GP São Paulo acredito que cortar seja a melhor opção. Tomb of the Spirit Dragon testei muito e em alguns momentos não precisava mais bloquear, bastava ativar o terreno, mas ainda prefiro a habilidade da Inventors' Fair. Scavenger Grounds gostei muito contra Dredge, Arclight Phoenix decks, KCI (R.I.P.). Muitas vezes deixa o jogo do oponente em check por um tempo, porem o deck não foi feito para ter três manas em pé. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/front/3/4/34bdc973-db45-46a6-ac48-ce88fb59920a.jpg?1543699820) Adoro começar o jogo com ela, talvez até mais do que o Hardened Scales, mas isso porque o deck conta com 3 Llanowar Reborn. A melhor jogada será sempre Darksteel Citadel, Mox Opal, Animation Module e Hardened Scales. Importante lembrar que, apesar de ser lento, você sempre pode colocar marcador no Thing in the Ice e retardar o flip, mas confesso que é uma batalha injusta, Thing in the ice flipa numa velocidade absurda. Outra situação em que pode ser usado em desfavor do oponente é poder ser utilizado no Aether Vial; muitas vezes o oponente ativou e em resposta coloquei um marcador e felizmente o oponente não tinha uma criatura com CMC +1 e mesmo tendo, as vezes a estratégia é quebrada por completo. E claro que não é demais lembrar que impõe um clock no oponente com marcado de infect. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/som/211.jpg?1517813031) Gostaria de ter mais espaço. A carta é importante, ajuda muito contra decks que usam Chalice of the Void e em algumas raras vezes contra Engineered Explosives (quando o oponente não tem como ativar). Além disso pode ser devastador a quantidade de marcador que pode ser colocado de uma só vez. Importante lembrar que quando Arcbound Ravager ou Arcbound Work são sacrificados pelo Throne of Geth o Modular é ativado antes de proliferar, então se os marcadores são colocados em uma criatura que antes não tinha nenhum marcador, em seguida poderá proliferar. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/ori/176.jpg?1517813031) O encantamento é muito bom principalmente contra Control, confesso que usei poucas vezes e lembro de ter usado apenas uma vez onde realmente fez diferença. A carta, dentro do deck, fica no conjunto de acessórios junto com Throne of Geth, Animation Module e Welding Jar. Considerando esses últimos três, acredito que o Evolutionary Leap é o que menos impacta. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/dom/213.jpg?1524792143) Importante contra TRON (mas não perca muito tempo, mate-o antes que ele junte 7 manas), Storm e Amulet Titan (importante sempre não jogar todos as Damping Sphere contra essa match pois Engineered Explosives é inevitável, tenha sempre Welding Jar para proteger). [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/nph/57.jpg?1517813031) Basicamente o foco é Thing in the Ice, mas nunca deixo de fora contra um Gurmag Angler. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/front/2/a/2a6240e7-d3aa-40e9-a627-58e7bf62525c.jpg?1545408487) Contra Dredge, Vannifar Pod e qualquer deck que jogue com Collected Company, Chord of Calling e Eldritch Evolution. Principalmente contra Dredge que tem aumentado o número de decks no GP, no Day 2 do MagicFest Los Angeles, por exemplo, os 100 primeiros contavam com 16 decks Dredge. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/xln/248.jpg?1527431310) Alguns acham melhor Pithing Needle, mas prefiro olhar a mão do oponente e ter certeza do que escolher, as vezes a escolha é óbvia em Jace, the Mind Sculptor, Teferi, Hero of Dominaria ou Lightning Storm, mas já travei o jogo por escolher a fetch land que iria dar continuidade ao jogo do oponente, claro que tudo é uma questão do quão rápido você vai ser antes dele conseguir resolver. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/front/0/c/0cd43687-0ae1-47e9-b0d6-2af56bdbe2e9.jpg?1551043650) Usado principalmente contra Control, Karn faz você ter, com sorte, duas ameaças na mão. O jogo adianta muito com ele. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/front/d/b/dba729d8-fd5e-4183-806a-0997f443a58f.jpg?1543701147) [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/dst/101.jpg?1517813031) [image](https://img.scryfall.com/cards/large/front/2/8/28d5e2ff-dc8a-4ed5-989a-4b4b79591b3f.jpg?1543699481) Essas são três cartas que já testei, mas muito pouco. São ideias que ao menos merecem serem observadas; não são ruins, mas claramente são cartas para apenas uma cópia, o que dificulta o teste. Untethered Express e Durable Handicraft são cartas que só tem sinergia quando tem criatura na mesa e Arcbound Reclaimer pode ser usado na mesma hora. Confesso que gostaria de ter testado mais Arcbound Reclaimer, por ela tem muito potencial com Arcbound Ravager e Hangarback Walker no cemitério, por exemplo, mas acho que são cartas que dependende de duas ou mais outras cartas para valerem a pena. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/front/1/a/1aa4eba9-9e91-4beb-9296-a18baa73a318.jpg?1543700900) A carta é muito relevante quando você tem Hangarback Walker e/ou Walking Ballista na mão, ainda mais quando no turno 1 se faz Hardened Scales. Confesso que é muito difícil para o oponente voltar quando no segundo turno entra com custo 0 Wlaking Ballista e Hangarback Walker (ou dois de cada), mas ao mesmo tempo pode ser devastador, pois em resposta ao Walking Ballista com X igual a 0 o oponente pode simplesmente tirar o Metallic Mimic de campo e você perde duas criaturas. Sendo assim o Steel Overseer ainda é a melhor opção, acredito que a sinergia com a Animation Module tende a ser melhor. O deck não está definido, mas até o Magic Fest São Paulo acho difícil ter algo que mude. Atualmente essa é a lista que estou usando e tem grandes chances de ser a lista do MFSP. [deck](4624)

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Julio Porto

Visitaremos um novo plano depois de Guerra da Centelha


O próximo set será War of the Spark ou Guerra da Centelha será a terceira coleção consecutiva de Magic: The Gathering que será ambientado no mundo de Ravnica, mas e o novo set que virá perto do fim do ano? Onde será a sua história? Bem, de acordo com o designer-chefe da Magic, Mark Rosewater, *depois do Core Set 2020 estaremos visitando um novo plano*, mas ele não revelou o que é ainda. Aqui está sua resposta completa no artigo da Wizards of the Coast: "Depois de War of the Spark é o Core Set 2020. Então, em outubro, nós vamos visitar um novo plano. Eu não posso te dizer nada sobre isso, já que estamos um pouco longe, mas posso dizer que é um conjunto que venho tentando fazer há mais de uma década, e estou muito empolgado com o resultado. " É ótimo ouvir que o Rosewater está animado para o próximo set e o fato de que eles estão tentando fazer isso por mais de uma década deve significar muito. Afinal, no início deste ano, ele disse que está animado para três novos conjuntos de Magic que estão chegando este ano, e esse set é definitivamente um deles. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/ori/60a.jpg?1527690191) Onde você acha que será definido? O plano onde Jace nasceu? Vryn no caso. Ou algum lugar que nunca ouvimos falar antes? *Referências* [link](https://magic.wizards.com/en/articles/archive/making-magic/where-its-2019-03-11)(Wizards of the Coast)

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Julio Porto

Ilustrador/Designer da Cards Realm. Jogo Magic desde os 11 anos de idade, quando comecei com o deck de iniciante da sétima edição que vinha com os saudosos Orgg Treinado e Vizzerdrix (que eu achava poderosíssimos!! Hahaha). Venho aqui apenas jogar aquela conversa boa e novidades do Magic.

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Rafael Xavier

Ban do KCI e agora?


Como todos sabem em 21 de janeiro de 2019 a Wizzards baniu o KCI (Krark-Clan Ironworks) do modern gerando uma profunda mudança no formato. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/5dn/134.jpg?1548066558) Antes do ban, o deck vinha ganhando mais e mais popularidade graças aos excelentes resultados alcançados por diversos profissionais com maior destaque para Matt Nass. Matt conseguiu alcançar números surreais com o KCI, como uma winrate de 80%! (Detalhe, o cara fez 3 top8 seguidos ganhando 2 deles com esse deck). [link](https://magic.wizards.com/en/events/coverage/gplv18-modern/top-8-decklists-2018-06-16)(GP Las Vegas, campeão) [link](https://magic.wizards.com/en/events/coverage/gphar18/top-8-decklists-2018-04-15)(GP Hartford, campeão) [link](https://magic.wizards.com/en/events/coverage/gppho17/top-8-decklists-2017-10-29)(GP Phoenix, Top4) Mas na verdade ninguém mais tinha uma winrate tão elevada, pois o deck era extremamente difícil de se jogar com, porém, ainda assim não era preciso ser nenhum piloto formidável para ter uma winrate acima de 50% uma vez que em diversas situações o deck “ganhava sozinho”, era apenas necessário que o jogador tivesse memorizado o passo a passo do combo e fim de jogo. Assim como o deck era extremamente difícil de jogar com também era extremamente difícil de jogar contra, o oponente sempre ficava com um pé atrás de quando que o KCI iria iniciar o combo, sempre ficava a dúvida em qual criatura deveria dar a remoção, em qual situação responder a o quê, quando quebrar relic of progenitus ou quando usar o surgical extraction, o que tirar com o descarte, ... , enfim, as dúvidas eram diversas e inevitavelmente o jogador do KCI se beneficiava desta situação. O deck conseguia combar tranquilamente no turno 4, com alguma sorte no turno 3 (com uma mox opal ou com uma mind stone no turno 2) ou até com bastante sorte no turno 2 (com duas mox opal) e ainda assim caso o combo não viesse no início do jogo o deck tinha um bom late game com muito card draw, recursão e remoção na forma de explosivos fabricados. A interação do explosivos com o Scrap Trawler era fortíssima pois na situação em que tem-se os dois em campo sendo o explosivos para 1 ou 2 e adicionalmente algum egg (chromatic star, terrarion ou ichor wellspring), ao estourar o explosivo este iria destruir as permanentes desejadas do board do oponente além de garantir 1 draw vindo do egg e por fim teria o trigger do Scrap Trawler pelo egg destruído possibilitando o retorno do explosivo para a mão para usar de novo, e de novo e de novo, .... Decks de criatura como o humanos tinham grande dificuldade caso no sideboard não viessem com cartas como Gaddock Teeg para segurar o explosivos e mesmo assim nem sempre este era suficiente devido às cartas que o jogador do KCI trazia do side como Bolt. Era sempre preciso conciliar interação (nesse caso com o Gaddock Teeg, Meddling Mage, Thalia e Freebooter) com pressão para conseguir vencer o KCI, caso não houvesse uma combinação de ambos o deck eventualmente superaria as interações ou poderia simplesmente ser mais rápido do que o oponente. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/front/6/8/68abc75f-596f-4169-96fc-ada941ef47ed.jpg?1543701084) À medida que o baralho começou a fazer bons resultados e o meta começou a mudar em direção a esta match, ou seja, os decks que possuíam maior conciliação entre pressão e interação se mantiveram no topo do formato enquanto os demais foram perdendo espaço, esta tendência também acabou gerando alterações no KCI, sendo a mais significativa a adição de 1 Sai, Master Thopterist nas 60 iniciais e mais 2 no side. Sai era uma carta que trazia enorme resiliência para o deck pois criava inúmeros bloqueadores com voar e ainda era uma fonte de draw caso necessário, Sai era uma gigantesca fonte de card advantage que eventualmente acabava sufocando o oponente em recursos. Desvirar suas permanentes com um Sai em campo era quase sinônimo de vitória. Aos poucos o formato foi se moldando e chegando a uma situação em que se o deck não conseguia vencer do KCI então ele não era uma boa opção. Decks como [link](https://cardsrealm.com/metagame/modern/Jund)(Jund), Titanshift, G Tron, Eldrazi Tron tinham partidas muito difíceis e aos poucos passavam a ter menos representatividade no cenário competitivo enquanto decks como [link](https://cardsrealm.com/metagame/modern/Spirit%20Aggro)(Espíritos), o novato [link](https://cardsrealm.com/metagame/modern/UR%20Aggro)(Izzet Fênix), Hardened Scales (em substituição do Affinity tradicional) e até mesmo alguns Infect eram mais jogados devido à boa partida contra o deck. Até baralhos bons em interagir e gerar pressão como o [link](https://cardsrealm.com/metagame/modern/Grixis%20Death's%20Shadow)(Grixis Death’s Shadow) não tinham uma partida tão fácil contra o KCI uma vez que este usava 4 Grove of the Burnwillows o que dificultava em muito a perda de vida e consequentemente reduzia a pressão. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/ima/238.jpg?1530592706) Essa situação em que um deck se torna o centro das atenções não é e nunca foi do agrado da Wizzards então o ban era um tanto quanto previsível. Sempre que algum deck se destaca demais e o formato começa a ser moldado para vencer aquela partida em específico a Wizzards desce o martelo do ban para acabar com a “palhaçada” e manter o formato o mais diversificado possível. Isso já aconteceu diversas vezes anteriormente, exemplos recentes são o [link](https://cardsrealm.com/metagame/modern/Dredge)(Dredge) e o Splinter Twin. Além disso, o KCI era um deck que exigia um conhecimento muito específico das regras e não era atrativo para novos jogadores que muitas vezes ficavam confusos e cometiam os maiores erros na partida. Como o Magic precisa de novos jogadores a todo o momento para se manter crescendo ter um deck como este no (quiçá) melhor formato não é uma boa estratégia. *E agora?* E agora com o ban, o que fazer? Se eu jogava de KCI qual deck devo usar e se eu jogava com outro deck, devo manter ou devo mudar já que o meta vai se ajustar? Desde o ban do KCI só tivemos um GP modern e por isso nossa avaliação do meta ainda não é conclusiva, muita coisa ainda pode acontecer. O [link](https://www.channelfireball.com/grand-prix-los-angeles-top-8-decklists/)(Top8 do modern GP LA) no início de março/2019 foi: Titanshift, Izzet Fênix x2, Dredge x2, Hardened Scales x2 e Grixis Death’s Shadow. Teoricamente os decks mais bem posicionados no meta após o ban do KCI são o Dredge e Izzet Fênix, campeão do último GP modern, também muito bem posicionados porém um degrau abaixo estão Grixis Death’s Shadow e Amulet Titan. Outro deck que está sendo muito pouco comentado e que eu gostaria de ver mais testes é o Affinity Frenzy. Na era KCI o Affinity tradicional foi praticamente empurrado para fora do formato dando espaço para a versão do Affinity Hardened Scales, agora com o fim do KCI seria possível o retorno do Affinity tradicional, ou melhor, do Affinity Frenzy. O Affinity sempre foi considerado o deck de melhor game1 do formato, o problema começava no sideboard forte principalmente caso o oponente tivesse Stony Silence. A adição de Experimental Frenzy no Affinity traz uma maior consistência para o deck no late game uma vez que com esta carta o jogador de Affinity consegue comprar diversas por turno devido à alta quantidade de cartas custo 0 e de geradores de mana (mox opal e tambor das folhas vernais), conseguindo assim mitigar uma situação em desvantagem ou se colocar ainda mais a frente em situações de vantagem. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/front/4/b/4b8f32e2-5dc8-4f1b-8a69-d3ae06378ed8.jpg?1538879399) Outros decks como Burn (com recentes cartas novas), Jund e Tron são sempre escolhas seguras para um formato ainda em definição, sempre se espera encontrar pelo menos 1 desses em grandes campeonatos e podem beliscar algum Top8. Particularmente o ban do KCI me deixou um pouco sem norte, era um baralho que vinha me dedicando bastante nos últimos meses e era completamente apaixonado pelas suas interações, após um bom tempo sem saber com o que jogar me deparei com o Amulet Titan e desde então é o único baralho que eu jogo. É um baralho muito forte que sai de situações aparentemente perdidas e que um descuido do oponente pode ser o suficiente para levar um Titan 8/6 com ímpeto, vigilância, atropelar e golpe duplo na volta, praticamente fim de jogo. O baralho possui algumas silver bullets únicas no side como Vespa Rainha e Ruric Thar que muitas vezes ganham o jogo na hora em que são jogados. Entretanto o deck possui um grande problema, é provavelmente o deck mais difícil de jogar no modern, e quando digo difícil, é difícil de verdade, é preciso pensar as jogadas desde o turno 1, qual terreno jogar e em qual ordem é de enorme importância para o deck e pode fazer toda a diferença entre vencer ou perder, então certamente não é um deck que eu indicaria para uma pessoa que não gosta de jogar com um deck só (é preciso muito treino) ou que não está a fim de ficar fazendo inúmeras contas o jogo inteiro. Para os saudosos do KCI as notícias não são tão ruins, recentemente Piotr Glogowski, também conhecido como [link](https://cardsrealm.com/metagame/modern/KCI)(Kanister), vem testando um deck de artefato à semelhança do KCI utilizando Bigorna da Semelhança e Estação de Trituração para vencer o oponente com um combo de mill. O deck ainda precisa de muitos testes e eu não o recomendaria para um grande torneio, mas para um FNM pode ser muito divertido. [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/som/201.jpg?1517813031) [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/5dn/127.jpg?1517813031) Qual a opinião de vocês sobre o KCI, o ban foi justo ou não? E quais os decks que vocês acreditam estar no topo do meta e qual a opção mais segura para o GP SP? Abraços!

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