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Leon Diniz

Entrevistando Jorge Jacoh, ensinando crianças a jogar Magic

Não há ninguém melhor do que ele para ensinar alguém a jogar Magic

Jorge Jacoh é professor no Rio de Janeiro e também é dono de um dos projetos mais importantes no nosso mundo do Magic! Ele faz parte da iniciativa [link](https://www.facebook.com/newplaneswalkers)(New planeswalkers). A missão do projeto é direta: "Proporcionar aos discentes, através do Card Game, uma opção pedagógica diferenciada de aprendizado social e curricular, apresentando um jogo que, certamente, não teriam acesso de outra maneira.". Em suma, é um sucesso e não há ninguém melhor do que ele para ensinar alguém a jogar Magic. Então vamos entrevistá-lo para descobrir como ensinar o jogo! *(1) A quantos anos você joga Magic? Desse tempo pra cá, acredita que Magic ficou mais atraente para crianças?* Resp.: Sou daquela categoria de jogadores matusalém que começaram a jogar MTG ainda na década de 90 (1995 no meu caso). Vi muitas transformações no jogo nestas décadas. Mas, por si só, o MTG nunca foi um jogo realmente atraente por sua simplicidade. Foi um feito e tanto transformar o MTG em um eSport. Mas, mesmo assim, se não fosse o NPW (Sigla do Projeto New Planeswalkers), essas crianças jamais teriam acesso ao MTG. *(2) O interesse inicial em ensinar Magic para meninos e meninas veio de você ou houve algum gatilho? * Resp.: Sou professor da rede pública do Rio de Janeiro há 10 anos e sempre me incomodei com as metodologias pedagógicas mais tradicionais (aquelas das aulas expositivas nas quais os o professor apenas transmite o que sabe para seus alunos). E, sinceramente, estava de saco cheio de tanto tradicionalismo. Então pensei em alinhar duas coisas que muito gosto de fazer (ensinar e MTG). Foi bastante natural. Concomitantemente, aproveitei para um destino a toda aquela coleção de cartas desnecessárias que estavam entulhando minha casa. Destino melhor impossível. [image](https://cardsrealm.com/images/uploads/1572407840.jpeg) *(3) Qual o processo que você aconselha para pessoas que gostariam de ensinar Magic a seus filhos?* Não tenho filhos logo educar em casa é uma coisa que puxo pouca experiência para não dizer nenhuma. Mas uma coisa que percebo no relacionamento os responsáveis dos meus alunos e seus filhos é de uma extrema falta de paciência, de carinho e de atenção. Tornando esses pré-adolescentes muito carentes. Parece se tratar de uma mazela maior nesse século 21: a falta de tempo para o que mais importa, educar. *(4) Você acredita que as habilidades desenvolvidas por crianças no Magic a ajudam nas atividades escolares?* Se pensarmos o processo pedagógico como abrangente, rico e baseado em valores e não exclusivamente fechado em conteúdos MTG com certeza tem muito a ensinar. Valores como honestidade, organização, planejamento, administração de recursos se fazem presentes o tempo todo no jogo. * Se pensarmos de um prisma curricular o MTG auxilia na prática da interpretação de texto os cálculos matemáticos básicos sem contar na influência artística presente nas histórias e nos cards. Tudo isso de uma forma direta. Indiretamente, as possibilidades são infinitas. Ficando a critério da criatividade do professor. *(5) O Magic é um jogo muito complexo e caro. Se as crianças tomarem interesse e quiserem jogar torneios, vocês incentivam torneio entre elas?* Sobre o custo do MTG tentamos sempre trabalhar com as duas opções fornecidas por toda comunidade. A qual consegue ser mais fantástica que o próximo jogo. o alunos do projeto tem acesso aos cards mediante apresentação do que chamamos de atestado do digno. Esse documento, produzido pelas mãos do próprio aluno, consiste nas assinaturas de seus oito professores atestando que o aluno cumpriu com todas as atividades daquela semana. Na prática, para jogar Magic no projeto, o aluno só precisa cumprir com as suas atividades pedagógicas dentro e fora da escola. Consegui por uma vez levar os melhores alunos para um pré release em uma loja, a Bolsa do Infinito, no Engenho Novo (bairro daqui do Rio de Janeiro). Infelizmente, a distância de Santa Cruz para o Eng. Novo é elevada (52km) tornando o deslocamento nestes eventos bem complicado e particularmente exaustivo. Mas pretendemos fazer mais vezes. [image](https://cardsrealm.com/images/uploads/1572407843.jpeg) *(6) Quais são as suas maiores preocupações com elas durante os eventos?* Nenhuma. Como apenas os melhores alunos do projeto e da eacola tiveram essa oportunidade, não precisei me preocupar com eventuais desvios de valores que o MTG poderia causar. *(7) Vocês jogam outros card games como Pokemon ou Yu-Gi-Oh? Outros board games também?* Tentamos implantar o KeyForge entre os "portadores das cártulas" (8 melhores alunos do projeto no ano). Mas pelos carência de volume e variedade, ainda, o KeyForge está em caráter experimental. Adicionalmente, estamos trabalhando o RPG e seu caráter imaginativo fantástico. Também ainda em caráter experimental. *(8) Vimos que você estará na escola CEFET/RJ, no Maracanã, em novembro ensina sobre o jogo. O que poderemos encontrar por lá?* A [link](https://doity.com.br/ii-simposio-fluminense-de-jogos-e-educacao)(Ludus Magisterium abriu um importante espaço para discutirmos a utilização do MTG em sala de aula) em um workshop no II Simpósio Fluminense de Jogos e Educação nos dias 22 e 23 de novembro. Nele estaremos discutindo as práticas e formas de ampliar a inserção do MTG e outros Card Games nas práticas pedagógicas no cotidiano. Espero expandir os meus horizontes e dos meus interlocutores sobre o tema. Vejo vocês lá... *Muito obrigado Jacoh!* Caso tenham gostado do projeto, podem seguí-lo no [link](https://www.instagram.com/newplaneswalkers/)(Instagram) ou no [link](https://www.facebook.com/newplaneswalkers)(Facebook). *Também fizemos um Podcast sobre como ensinar pessoas a jogar Magic, caso este tópico te interesse*. <iframe width="100%" height="180" scrolling="no" frameborder="no" allow="autoplay" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/705815734%3Fsecret_token%3Ds-MBaK1&color=%23ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&show_teaser=true"></iframe>

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Leon Diniz

Programador do site da Cards Realm. O Magic vai muito além das cartas. Somos pessoas, uma comunidade enorme.

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MTG on Budget

Budgetzando Standard – Bant Golos


Olá jogadores e jogadoras vamos a série budgetizando, onde nos pegamos uma lista de um deck forte no metagame e fazemos uma lista mais acessível, porém ainda boa. Jean-emmanuel Depraz ficou em segundo lugar no Mythic Championship V utilizando o deck Bant Golos, o único do arquétipo a passar para o Top apesar de todos imaginarem que esse iria dominar o formato. [deck](17731) Entretanto para a alegria de uns e tristeza de outros, o [card](Field of the Dead) foi banido, e assim acabando com a principal estratégia do deck. Porém ainda é possível utilizar a Base do Bant Golos para fazer outro deck focado no Ramp: [deck](17732) A ideia do deck é encher o campo de terrenos o mais rápido possível para jogarmos nossas magicas mais poderosas e ao mesmo tempo aumentar o poder de algumas outras que ficam melhores a medida que a quantidade de portões (gates) que controlamos aumentam. Para iniciar a lista, vamos falar do ramp, ou seja, buscar mais terrenos: [card](Golos, Tireless Pilgrim) é uma criatura lendária 3/4 por cinco manas genéricos que ao entrar em campo ainda permite procurar no nosso grimório por um terreno (não precisa ser básico) e colocar em campo virado, ou seja, podemos buscar qualquer terreno que esteja faltando em campo para completar as cores que podemos gerar. Além disso, ao custo de um mana branco, um azul, um preto, um vermelho, um verde e dois genéricos exilamos as três cartas do topo do nosso grimório e podemos joga-las neste turno sem pagar seus custos, o que permite jogar com as cartas de nossa mão e do topo do grimório ao mesmo tempo, acelerando e muito a estratégia. Para a versão budget vamos usar apenas 3 ao invés dos 4. [card](Arboreal Grazer) é uma criatura 0/3 com alcance por apenas um mana que ao entrar em campo permite colocar um terreno da nossa mão em campo virado, o que acelera muito nos primeiros turnos além de ser um defensor para segurar os decks mais agressivos no inicio do jogo. Este por outro lado, usamos 4 copias na versão budget ao invés das 3 da outra versão. Mantermos as 4 copias de [card](Growth Spiral) uma instantânea que nos faz comprar uma carta e em seguida permite colocar um terreno de nossa mão em campo. Também mantemos as 4 copais de [card](Circuitous Route) que é um feitiço permite procurar por até dois terrenos básicos e/ou do tipo portão para colocar em jogo virados. E nos iremos trocas as 2 copias de [card](Onde Upon a Time) por [card](Bond of Flourishing) apesar dele ser um feitiço (e não instantânea) e só permitir olhar as três cartas do topo do nosso grimório ao invés de cinco ele vai, ainda podemos escolher uma permanente entre as cartas para revelar e colocar na nossa mão enquanto o restando vai pro fundo em qualquer ordem, e em seguida ainda ganhamos três pontos de vida. Apesar de ser mais lento ainda ajuda a encontrar peças que precisamos. Além de buscar terrenos, temos as cartas que se beneficiam pelos terrenos (na maioria portões) ou pela quantidade ou quando entram: Aumentamos de 2 para 3 o [card](Gatebreaker Ram), essa criatura 2/2 que recebe +1/+1 para cada portão que controlamos e enquanto tivermos dois ou mais portões ele ainda recebe atropelar, sendo assim um dos principais atacantes. Como não usamos a [card](Hydriud Krasis) para ganhar vida, aumentamos a quantidade do [card](Archway Angel) de 1 para 3, afinal, além de ganhar vida o anjo ainda é uma criatura 3/4 com voar que ao entrar em campo nos concede dois pontos de vida para cada portão que controlamos (o que pode ser muita vida). Também aumentamos a quantidade de [card](Gate Colossus) de 2 para 3, já que ele é uma criatura 8/8 custa um mana genérico a menos para cada portão que controlamos. Além disso ele não pode ser bloqueado por criaturas com poder igual ou inferior a dois (decks de exercito tem dificuldade contra ele). E sempre que um portão entrar em campo sob nosso controle podemos coloca-lo do cemitério no topo do nosso grimório, o que faz com que ele seja uma criatura difícil de lidar. E como não temos mais a [card](Hydriud Krasis) nem o [card](Teferi, Time Raveler) para nos ajudar a comprar cartas, usamos 4 copais de [card](Guild Summit) um encantamento que ao entrar em campo permite virarmos quantos portões desvirados quisermos, e iremos comprar uma carta para cada portão virado desta maneira. Além disso, sempre que um portão entrar em campo sob nosso controle nos iremos comprar uma carta. O deck ainda conta com algumas remoções globais para dar conta do oponente enquanto enchemos nosso campo com terrenos: Mantemos as 2 copias de [card](Time Wipe), feitiço que ira primeiro devolver uma criatura nossa para a mão de seu dono (o que pode salvar um atacante nosso) e em seguida destruir todas as criaturas. Também mantemos apenas 1 copia do [card](Realm-Cloaked Giant // Cast Off) que poder ser usado como feitiço aventura que ira destruir todas as criaturas que não sejam gigantes. Ou ser jogado (direto da mão ou do exilio após jogar a aventura) como uma criatura 7/7 com vigilância. E fechando a base do deck temos: Mantemos 2 copias de [card](Agent of Treachery) uma criatura que ao entrar em campo nos faz ganhar o controle de qualquer permanente alvo (estragando a estratégia do oponente e o atrasando). Além disso, durante a etapa final, se controlarmos três ou mais permanentes que não sejam nossas, iremos comprar três cartas. Em relação a base de mana, o que é muito importante neste deck, temos: Nos mantemos os 6 terrenos básicos, sendo eles, 3 [card](Forest), 2 [card](Island), 1 [card](Plains). Removemos da lista as 6 Shock Lands, sendo 2 de cada [card](Breeding Pool), [card](Hallowed Fountain) e [card](Temple Garden), e aumentamos os portões de 7 para 13 sendo agora 2 [card](Azorius Guildgate), 4 [card](Selesnya Guildgate), 4 [card](Simic Guildgate) para as cores bant, além de 1 copia de [card](Golgari Guildgate) para ter acesso a cor preta, [card](Boros Guildgate) e [card](Izzet Guildgate) para ter acesso a cor vermelha. Mantemos 1 [card](Plaza of Harmony) que ao entrar em nos concede 3 pontos de vida se controlarmos dois ou mais portões, além de poder ser virado para gerar mana incolor ou mana da cor que um portão que controlamos possa gerar. Trocamos as 2 [card](Fabled Passage) por [card](Evolving Wilds) para buscar nossos terrenos básicos. E fechamos a lista mantendo 2 [card](Temple of Mystery) que nos faz usar vidência 1 ao entrar em campo e 1 [card](Castle Vantress) que nos faz usar vidência 2 virando ele ao custo de dois manas azuis e dois genéricos. A ideia principal é rampar e se o campo começar a ficar perigoso, usamos nossas remoções. Porém contra decks mais agressivos, como MonoRed, Gruul Aggro, Cavaleiros, entre outros, podemos descer algumas criaturas para já ir segurando o jogo e se tivermos vantagem agredir o oponente (antes de limpar a mesa). Contra deck de controles é tentar fazer um Gatebreaker Ram o quanto antes para ir agredindo o oponente desde cedo com cada vez mais força, e usar e abusar do Gate Colossus que sempre ira voltar não importa se for anulado ou destruído. Com essa alterações nos chegamos a seguinte lista: [deck](17733) Espero que tenham gostado, e até a próxima.

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Diogo Leal

Funcionária da Wizards of the Coast admite que Oko foi subestimado


Funcionários da Wizards of the Coast resolveram falar sobre o problema atual do Standard e aparentemente de outros formatos: [card](Oko, Thief of Crowns). [image](https://cardsrealm.com/images/uploads/1567784633.jpg) <iframe src="https://clips.twitch.tv/embed?clip=LitigiousLivelyWaspKeyboardCat" height="300" width="100%"> </iframe> *"Quais são seus pensamentos sobre Oko?"* - Pergunta Haumph. Logo depois Melissa Detora responde: *"Oko tinha o objetivo de ser uma carta forte no Standard, mas subestimamos o quanto forte é sua habilidade defensiva de transformar outras criaturas ou artefatos. Então, Oko é mais forte que pensávamos. Estamos monitorando o formato para ver o que vai ocorrer depois do Mythic Championship, olhando para dados. Nós sabemos o quanto forte ele é."* Melissa DeTora faz parte da Magic Play Design, equipe de teste da Wizards of the Coast. Ela já foi jogadora profissional de Magic e, hoje em dia, além de fazer parte da equipe de testes, escreve artigos sobre o jogo. Assim que Oko saiu, fizemos um [link](https://cardsrealm.com/artigos/gerebando-com-oko-thief-of-crowns-no-modern)(artigo só sobre ele). Na época, conversamos com muitas pessoas e as opiniões estávam divididas sobre o quanto forte seria Oko, o que dá a entender por que a Wizards of the Coast acreditou que a carta não quebraria o formato. Agora que a carta já faz parte da pool de diversos formatos, só nos resta ver o que todos pensam sobre esse planeswalker. O que nossos usuários nos enviaram: [image](https://cardsrealm.com/images/uploads/1572362286.jpeg) [image](https://cardsrealm.com/images/uploads/1572362298.jpeg) [image](https://cardsrealm.com/images/uploads/1572362309.jpeg) [image](https://cardsrealm.com/images/uploads/1572362321.jpeg) [image](https://cardsrealm.com/images/uploads/1572362332.jpeg) [image](https://cardsrealm.com/images/uploads/1572366587.jpeg) [image](https://cardsrealm.com/images/uploads/1572366600.jpeg)

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