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João "Afro" Nery

Os comandantes de Theros Beyond Death: falange imparável

Theros, Beyond Death promete mudanças para diversos formatos, Standard, Pioneer e, para nossos corações, Commander

Theros, Beyond Death promete mudanças para diversos formatos, Standard, Pioneer e, para nossos corações, Commander. A história de Elspeth escapando do submundo e se vingando é algo que muitos vem pedindo desde o final de Theros e ela está escapando com estilo, trazendo muitas lendas junto com ela. Preparados ou não, essa falange está vindo *Assim como em Theros original, temos um ciclo de deuses, um de cada cor. Nenhum desses deuses é uma cara nova, mas eles vêm com opções novas, começando pelo maioral da coleção* [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-heliod-sun-crowned-18.jpg?9495) Heliod, o bam-bam-bam, pessoa que traiu Elspeth e a condenou a uma eternidade em Nyx, veio com todas as armas possíveis para os formatos em que vai aparecer. Pensando em Commander, ele é um comandante interessante que funciona bem com cartas que muitas vezes não tinham utilidade além de ganhar vida. Um ótimo comandante para White Weenies, possivelmente um dos melhores. Tanto na zona de comando quanto como 99 em qualquer deck que goste de ganhar vida, Heliode vai se tornar uma carta popular no formato. Branco merecia isso depois do desastre de Eldraine. Ah, e ele comba infinito com cartas que tiram marcadores para dar “ping” nas criaturas e jogadores, principalmente a famosa Walking Ballista, então se seu deck já usa essa carta em um deck branco, não é muito pesado colocar ele tambem [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-thassa-deep-dwelling-71.jpg?2906) Thassa, chegando com seu arpão depois de perder seu Bidente, ela é bem diferente de sua utilização como filtro agressivo para um jogo defensivo, reutilizando habilidades de entrar em campo assim como outros comandantes que já existem no formato (como Roon of the hidden Realm). Completamente abusável, mas nada que já não fosse comum no formato. 6/5 é um poder perigoso, especialmente para uma criatura que consegue retirar defensores que possam se tornar problemas. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-erebos-bleak-hearted-262.jpg?3918) Erebos deixou de ser um deus focado em impedir a ascensão dos oponentes, mas manteve sua habilidade de usar a morte dos outros para se tornar mais poderoso, mesmo com o gasto de vida. Uma ótima maneira de ganhar vantagem de cartas e remover criaturas de uma maneira que é difícil de resolver, escapando de indestrutíveis (mesmo com um peso alto em mana e criaturas). Aristocratas viram isso e se regozijaram, pois o que não falta em decks assim é ganho de vida e criaturas para morrer. Pode não ser o melhor no que faz na zona de comando, mas certamente é abusável nos 99. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-purphoros-bronze-blooded-150.jpg?7240) Purphoros é um dos deuses que parece estar de castigo depois de estragar mesas de commander demais. incorporando a habilidade de seu Martelo de acelerar suas criaturas, ao mesmo tempo que ganhou uma habilidade similar a cartas como Sneak Attack e Ilharg, the Raze-Boar. Sua capacidade de jogar Criaturas pesadas como Blightsteel Colossus e Etali, Primal Storm é comendável. Me parece o tipo de comandante divertido de se montar, mas ao mesmo tempo me parece sofrer com a perda de gás assim como diversos comandantes vermelhos. Uma pena que tudo o que ele faz, Feldon of the Third Path faz melhor... [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-nylea-keen-eyed-266.jpg?7320) Deusa da caça, com seu arco em mãos, traz consigo vantagem de tempo e vantagem de cartas. Uma boa maneira de não só reduzir o custo das criaturas, mas também checar o topo do deck. Similar aos efeitos de Duskwatch Recruiter, com a vantagem de jogar as cartas para seu cemitério, cas sejam coisas que não sejam interessantes. Ela é melhor que o recruta? não, mas a carta em si funciona bem, principalmente como 99 em decks de criaturas. *Não obstante com um ciclo de deuses míticos, em Theros não podiam faltar Semideuses, filhos de deuses com mortais, cujas lendas vão para as estrelas.* [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-daxos-blessed-by-the-sun-9.jpg?6272) Vindo do submundo, Daxos renasce, trazendo com ele vida para quem usá-lo. Sinergizando muito bem com o próprio Heliod, Daxos é um comandante que quer beneficiar aqueles que usam muitas criaturas no campo, ao mesmo tempo que torna o impacto menor quando elas são removidas. Uma carta completamente defensiva para um arquétipo relativamente defensivo. Não é tão boa, mas tem seu espaço em decks que já usam Soul Sisters. Como comandante é BEM desinteressante [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-callaphe-beloved-of-the-sea-260.jpg?9077) Callaphe, uma criatura agressiva que protege suas criaturas e encantamentos de mágicas… aceitável em um formato que dependa de muitas mágicas que dão alvo, mas isso não é tanto verdade em commander. Tanto nos 99 quanto como comandante, ela é superada pela Kira, Great Glass-Spinner. Sua ausência de evasão em uma cor que não é conhecida por remoções torna sua agressividade bem frágil quando colocando sua baixa resistência. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-tymaret-chosen-from-death-263.jpg?7476) Scavenging Ooze que te ganha vida sem ganhar poder em preto… Eu entendo que ele foi escolhido para garantir que os mortos sumam, mas é desinteressante para lendas, especialmente em um set tão rico em lendárias interessantes. Não tem muito o que dizer [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-anax-hardened-in-the-forge-264.jpg?3006) É difícil dizer o quanto eu desgosto dessa carta. Não acho ela ruim, nem necessariamente forte demais, mas acho que ela vai ser completamente abusada por diversas outras cartas já existentes no formato. Purphoros, God of the Forge, Cavalcade of Calamities e Goblin Bombardment são apenas exemplos que vem na minha cabeça de diversas cartas que aparecem por aí em decks vermelhos. Me parece um comandante resiliente e interessante, uma pena que ele também permite muita coisa degenerada acontecer [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-renata-called-to-the-hunt-196.jpg?6533) Carta divertida, bem agressiva, assim como o Anax e a Callaphe, mesmo sofrendo com seu ataque pequeno. O Standard recebeu uma carta similar na forma do Grumgully, the Generous em Eldraine, mas em commander, ela não ter vermelho ajuda a sinergizar em mais estratégias. Assim como o Anax acima, num vácuo a carta é tranquila, mas quando se junta à mecânicas que não foram equilibradas para ela, algumas coisas quebradas começam a acontecer. De cabeça, interações com Persist são sempre interessante, mas quando se junta com Ghave, Guru of the Spores, fungos e saprófitas começam a surgir em uma taxa enorme. *Agora vamos aquelas cartas lendárias que não estão em um ciclo específico, começando pelos deuses que não completaram um ciclo.* [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-klothys-god-of-destiny-220.jpg?6824) Klothys é um deus interessante. Uma ameaça no chão que traz mana e dano. Querendo ou não, a carta que ele mais lembra é Deathrite Shaman ajustado. Acredito que seja uma carta útil e que genuinamente nada se perde em usar ele, mas ao mesmo tempo nada absurdo é feito com ele sozinho. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-athreos-shroud-veiled-269.jpg?7857) Desgosto é como Ashiok morreu. Essa carta cheira a medo da Wizards de fazer uma carta de Buy-A-Box do nível de cartas como Nexus of Fate, mas criaram um comandante que é completamente desinteressante. Pesado, com poder/resistência que dói de se ver e um efeito lento que também é feito por cartas que custam 2 manas a menos. Se tu gosta muito do Athreos como personagem, fique feliz em colocar cartas em seus decks, mas achei bem ruim, honestamente. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-taranika-akroan-veteran-39.jpg?25) Essa carta é linda. Não necessariamente em efeito (apesar de ter um ótimo efeito para formatos fora de commander), mas dá pra sentir que ela respeitava e idealizava o Kytheon e sentia falta dele. Inspirar os amigos a se tornarem soldados tão bons quanto o próprio Kytheon é poético, mesmo ela mesma não conseguindo alcançar esse poder e resistência sem ajuda. No jogo em si, o efeito é bom, mas colocar a própria Taranika em perigo para isso talvez seja o maior problema. Acho ela um bom suporte para decks voltron ou que abusam de habilidades de combate. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-alirios-enraptured-42.jpg?6594) Clara referência a Narciso. Tirando isso a carta é bem desinteressante, tu pode colocar ela na mesa infinitas vezes pra colocar infinitos reflexos na mesa, mas aí tu já tá no infinito mesmo [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-thryx-the-sudden-storm-309.jpg?5649) Algum dia tu já quis colocar suas bombas na mesa sem medo de ser feliz? Aqui temos uma ÓTIMA isca de counter no formato, poder ser castado no passe do oponente pro seu força a resposta na hora. Não é exatamente interessante como comandante, mas muitos decks gostam de ter seus turnos em paz. Querendo ou não, é uma ótima camada de proteção para as cartas que efetivamente terminam jogos. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-aphemia-the-cacophony-84.jpg?2356) Harpia berrando na tua cara “se milla, se milla”. O problema dela é, onde colocar? Decks que usam o cemitério dificilmente são fãs de encantamentos, especialmente encantamentos no cemitério. E mesmo com tudo isso, um zumbi apenas não é muita coisa, especialmente pela própria não ser um zumbi (agora se ela pudesse exilar do cemitério do oponente, a discussão seria outra) [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-arasta-of-the-endless-web-165.jpg?3112) Eu amo aranhas e sempre tenho uma certa felicidade em ver aranhas lendárias, mas não é isso que aranhas querem/precisam. Cartas que dependem das escolhas dos seus oponentes tem que ter um pagamento melhor que uma aranha pra ver jogo na minha opinião, especialmente quando é algo tão limitado quanto Instants/Sorceries. Pelo lado positivo, tu vai fazer seu amiguinho jogador de Feather pensar duas vezes antes de usar 300 magias pra aumentar o poder dela. Acredito ser a famosa… Tech card contra controle [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-atris-oracle-of-half-truths-333.jpg?2552) Gosta de Fact or Fiction? Que tal uma criatura que custa tanto quanto com um efeito pior? A carta é genuinamente engraçada e permite ótimos jogos mentais, mas é um espaço no deck que poderia estar sendo usado para coisas boas. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-dalakos-crafter-of-wonders-212.jpg?2461) Como antigo jogador de Storm, sempre que eu vejo uma lendária izzet que fala de artefatos eu penso em como abusar dela, mas não é exatamente isso que o Dalakos foca em fazer. Baseado em Dédalo, gosto de como ele ajuda decks de equipamentos, mas seu maior problema está nas cores que não ajudam a estratégia em si, mas sim artefatos em geral. Mas é outra carta que me dá graças a deus de Paradox Engine estar presa na banlist [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-eutropia-the-twice-favored-216.jpg?8961) Em um set com tantos encantamentos bons e tanto suporte bom para estratégias de encantamentos, a lenda de Constelação é bem… ok. Protegida tanto pela Nylea quanto pela Thassa, parece não sinergizar bem com nenhuma delas. É uma carta que formará um Voltron interessante, assim como diversos outros decks de Enchantress já existente. Boa? Sim. Inovadora? Nem [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-gallia-of-the-endless-dance-217.jpg?7736) 2/2 por 2 que tem potencial de comprar cartas, isso sozinho já torna a carta interessante para mim. O preço é relativamente alto (uma carta aleatória), mas é uma combinação de cores que vive pelo GÁS GÁS GÁS e a Gallia quer acelerar pra ver no que vai dar. Coloca uns pedacinhos de Madness, usa toda a sua mão, compra cartas novas, bate na cara dos amiguinhos. Eu AMO essa carta e como ela não só funciona como comandante, mas é uma boa inclusão em decks RG já existentes. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-haktos-the-unscarred-218.jpg?1795) Aqui temos os Aquiles da coleção. Protegido contra quase tudo, ataca sem nem mesmo pensar, vai ser uma carta bem interessante, apesar de completamente inconsistente. Pessoalmente, quero isso na mesa pra ver o que vai acontecer, mas também sei que ele vai tomar aquela global. Essa cara é completamente estranha de se usar e de se enfrentar e eu amo ela. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-kunoros-hound-of-athreos-341.jpg?2422) Temos aqui nosso terceiro lendário, the Great Boy. 3 habilidades agressivas, um efeito que dá hate em estratégias de cemitério, um corpo respeitável agressiva e defensivamente. Uma ótima adição a estratégias de Hatebears e similares, mas não exatamente a melhor coisa pra se ter na zona de comando (A não ser que teu grupo REALMENTE curta estratégias de Reanimação) [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-siona-captain-of-the-pyleas-226.jpg?1451) Eu amo o design dessa carta, tanto artístico quanto em questão de efeito. Comandantes que permitem vantagem de carta (E especialmente seleção) são sempre maneiro, especialmente em cores conhecidas por amar e odiar encantamentos ao mesmo tempo. Ela não só é a capitã, ela leva o exército consigo. Não falar da interação dela com Shielded By Faith me parece criminoso e permite a criação de um número quase infinito de fichas de criaturas. *Por último veremos os Escapistas. Não é um ciclo completo, mas aqui temos os monstros que escaparam de Erebo junto com a Elspeth.* [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-kroxa-titan-of-deaths-hunger-221.jpg?6965) Violência é uma ótima resposta e forçar todos os oponentes a descartarem uma carta da mão no turno 2 é uma ótima maneira de demonstrar violência. Comandantes que conseguem voltar a mesa pulando sua taxa de comandante são sempre interessantes e o Kroxa pode ser usado duas vezes antes da taxa de comandante se tornar mais cara que a taxa de escape. Talvez não o melhor comandante em si, decks RB tem amor por jogar tudo pro cemitério e causar dano massivo nos oponentes e o Kroxa funciona muito bem para isso. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-polukranos-unchained-342.jpg?4659) Hidra, Big Number, Beat, hit. Meu maior problema com ele é que nem atropelar ele faz, fazendo com que ele possa ser permanentemente bloqueado por praticamente qualquer coisa criatura. O fato dele perder força a cada vez torna ele cada vez menos interessante. O bicho quer fazer uma coisa e é a coisa menos interessante possível [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-uro-titan-of-natures-wrath-229.jpg?3752) Wizards of the Coast mandando ver com cartas que colocam terreno na mesa de graça em Verde e Azul, comprando carta pelo pequeníssimo preço de 3 manas. Como comandante vai ver jogo por ter um efeito forte e repetitivo, sem contar que o efeito faz com que a taxa de comandante seja menos ingreme. Como 99, ele vai ser bem abusado por efeitos de blink e voltar para a mão. E com isso acabaram todas as criaturas lendárias de Theros. O que estão achando da coleção? Excitados para os novos comandantes ou algo que vai deixar os decks de vocês mais interessante? Sei que essa coleção está prometendo muito para várias estratégias minhas.

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Kaylani Bochie

Manual do cEDH - Avaliação de Ameaças


*Índice* [link](https://cardsrealm.com/artigos/manual-do-cedh---avaliacao-de-ameacas)(1. Avaliação de ameaças) [link](https://cardsrealm.com/artigos/manual-do-cedh---cenarios-de-jogo)(2. Cenários de Jogo) 3. Arquétipos *INTRODUÇÃO* *A threat assessment is an evaluation of events that can adversely affect operations and/or specific assets. Historical information is a primary source for threat assessments, including past criminal and terrorist events. A comprehensive threat assessment considers actual, inherent, and potential threats* [1] Naturalmente, para se atingir um bom nível de *avaliação de ameaças* é necessário conhecimento profundo sobre o formato e no EDH. Magic é um jogo que recompensa a boa utilização de recursos limitados. As decisões que levam uma partida à vitória começam na construção do deck e vão até a última rodada de prioridade. Este artigo irá discutir as tomadas de decisão feitas durante a partida, mas isso não quer dizer que você não precisa se preocupar em montar o seu deck. Afinal, assumiremos aqui que todos os decks foram montados com a intenção de vencer. Mas mesmo um deck com poucas interações deve tomar decisões diferentes em um cenário *multiplayer*, o jogador de AGGRO no mínimo precisa pensar em quem atacar e essas decisões, quando feitas corretamente, aumentam as chances de vitória. Este é o primeiro artigo de vários que deixarei aqui. Como leitura adicional deixarei um link no final de cada artigo para um PDF com o conteúdo para leitura adicional. As contribuições dos artigos são as seguintes: - Um local centralizado para referências e fontes para leitura adicional; - Servir como ponto de partida para o leitor que deseja melhorar suas capacidades de Threat Assessment; - Uma análise não exaustiva dos decks representativos do Metagame EDH atual. *AVALIAÇÃO DE AMEAÇAS* *Motivação* Em quase todas as partidas nós tomaremos as seguintes decisões: [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/ima-iconic-masters-mana-drain-65.jpg) *Devo anular essa mágica?* Devido a um período de transformação natural no *metagame*, onde decks passaram a utilizar permanentes para angariar recursos ao longo do jogo e se tornaram capazes de vencer o jogo com um *board state* mínimo, o uso de anulações tem se provado cada vez mais complexo de se avaliar. Os decks passaram a utilizar mais remoções e cartas com efeitos adicionais como formas de interação na pilha (cartas como [card](Drown in the Loch) e [card](Veil of Summer)), porém estrelas do formato continuam presentes: [card](Mana Drain), [card](Swan Song), [card](Flusterstorm) etc. Aqui, é importante analisar o estado da mesa, visto que essas cartas são preciosas para proteger suas próprias condições de vitória. Busque tentar responder: *"Quem recebe prioridade antes de mim? Quem recebe prioridade depois de mim? Eu posso me dar ao luxo de guardar minha resposta para que outro jogador utilize a dele? Haverá outra oportunidade de interagir ou o jogo estará perdido com a resolução desta mágica?"* Counterspells dobram como proteção para você, lembre-se disso e utilize-os de acordo. *Devo usar minha remoção nessa permanente?* O princípio aqui é análogo ao anterior, porém, com a escolha devendo ser feita após a resolução da mágica. Remoções pontuais também não devem ser usadas levianamente, decks competitivos costumam utilizar remoções para lidar com permanentes problemáticas (que atrapalham o seu plano de jogo). De forma geral, esqueça aquele [card](Abrupt Decay) no [card](Sol Ring) de um jogador apenas porque ele acelerou no turno 1. Lembre-se também de que toda regra tem exceções, utilize suas remoções abertamente caso a permanente em questão possa levar um jogador à vitória. *Devo atacar?* Em cEDH quase todas as partidas serão decididas por um combo ao invés do tradicional dano de combate, exceto em algumas ocasiões (Najeela), porém a fase de combate deve ser utilizada para reduzir as margens de vitória de decks que utilizam pontos de vida como recurso. Caso você seja o deck que utiliza sua vida para comprar cartas ([card](Sylvan Library)), é necessário analisar a mesa para decidir se as criaturas que você usaria para atacar poderiam ser usadas como bloqueadoras. Em um *metagame* dominado por Tymnas é importante levar em consideração a quantidade de dano causada a um jogador em relação a um *draw* adicional ao jogador de Tymna. *Quem devo atacar?* Como dito, a fase de combate não deve ser vista como uma maneira de finalizar a partida, mas sim como um meio de dano incidental que prejudica decks que abusam os 40 pontos de vida iniciais. Decks como Shimmer Zur tem como estratégia principal buscar Necropotência e encher a mão para finalizar o jogo na *end step*. Ad Nauseam também é largamente utilizado como *wincon* no formato e deve ser levado em conta ao escolher o jogador que deve ser atacado. *Eu preciso passar o turno com quantas manas em pé?* O *metagame* tem o costume de se adaptar de forma cíclica, onde os decks se tornam cada vez mais rápidos e gananciosos para outras estratégias que buscam grindar melhor até o *late game* possam predar nos decks mais gananciosos. Mesmo sem uma análise extensiva sobre o *metagame*, o cEDH é um "formato turno três", ou seja, o terceiro turno é quando os jogadores apresentam jogadas de grande importância. A heurística de esperar ameaças a partir do terceiro turno é grosseira, então, a decisão de representar respostas deve ser função da composição do POD. Com 3 decks FLASH HULK na mesa é certo de que um dos jogadores irá esperar uma brecha a partir do segundo turno, enquanto numa mesa com decks mais lentos é possível utilizar melhor o *early game* para desenvolver o *board* e talvez até passar o turno sem representar respostas. Há uma necessidade de otimizar o comprometimento em desenvolver *board* e tentar para outros jogadores. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/a25-masters-25-flash-57.jpg) *Será que alguém tem uma resposta para a minha ação? Qual? Devo continuar mesmo assim?* *Por ser um conceito muito genérico, não há uma forma de estabelecer regras para escolher o melhor momento para realizar uma ação, então, é necessário observar o cenário da mesa antes. Conhecimento sobre os decks na partida é essencial para entender quais respostas cada jogador pode estar representando em cada momento do jogo, este conceito parece (e é) complexo, porém alguns cenários se repetem e podem ser facilmente identificados. Exemplos: Piloto de Gitrog passou com 5 Manas em pé e não castou o sapo, não fique supreso em ver um Ad Nauseam. Jogador com 2 Manas azuis em pé, espere [card](Counterspell) / [card](Mana Drain)... [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/ala-shards-of-alara-ad-nauseam-63.jpg) *Quando é a melhor hora para eu tentar ganhar o jogo?* Outra pergunta sem resposta fácil. É uma questão de saber analisar sua posição no contexto do Pod. Alguns decks são montados para gerar *card advantage* e ganhar no *late game* enquanto outros priorizam velocidade e consistência (First Sliver Food Chain) e perdem potência após o *early game*. Mesmo que não conhecidas *a priori*, essas perguntas possuem respostas ótimas. O jogador que falha em reconhecer como utilizar seus recursos e em identificar seu papel provavelmente terá dificuldades para atingir a vitória, ou ... *"The player who misassigns himself is inevitably the loser"* [2]. Naturalmente, decisões como *Whos's The Beatdown* possuem um pouco mais de nuance em um formato *multiplayer*, onde o resultado da partida não dependerá apenas da interação entre um jogador e seu oponente, mas sim, das interações entre quatro jogadores. O resultado mais favorável se apresentará, quase que exclusivamente, ao jogador que melhor souber se posicionar na mesa. Estas decisões incluirão fatores que podem variar desde o comandante escolhido até quem pegou a mãe de quem na mesa, visto que, por mais que gostemos de falar em decisões ótimas e racionais, é provável que pelo menos um jogador no Pod tome decisões de forma passional. Os artigos irão focar na discussão sobre como tomar decisões durante um jogo sob as seguintes suposições: - Todos os jogadores no pod estão igualmente interessados em vencer; - Todas as decisões tomadas pelos jogadores tem como objetivo, exclusivamente, a vitória da partida; - Fatores externos ao jogo não serão considerados. Abe Sargent levanta pontos interessantes sobre a avaliação de ameaças em um ambiente *multiplayer* [3]. Porém, visto que o foco desta discussão é no ambiente competitivo, é necessário acrescentar algumas informações e discordar de outras. Mas até mesmo em ambientes competitivos, alguns dos erros mencionados por Sargent são comumente cometidos (normalmente por ignorância) e podem ser facilmente corrigidos, são eles: A ameaça não é necessariamente o jogador: - Que tem mais interações; - Que tem permanentes mais poderosas; - Que interagiu com alguma ação sua previamente. A fim de ser capaz de avaliar corretamente os cenários de jogo, é necessário desenvolver algumas habilidades. O foco destes artigos será estimular o desenvolvimento dessas habilidades através de uma discussão inicial. Estas habilidades são: *Conhecimento do formato* Isto envolve conhecimento profundo sobre as cartas disponíveis para o formato (banlist), cartas viáveis, estratégias viáveis, decks presentes e possíveis interações representadas pelos outros jogadores. Para este fim, é apresentada uma análise extensiva, porém não exaustiva, dos arquétipos presentes no formato no artigo futuro (Arquétipos). *Familiaridade com o deck pilotado* É de vital importância conhecer os mecanismos e objetivos do deck escolhido. Artigo futuro (Arquétipos) pode ser de grande ajuda para a escolha dos decks, porém, as referências incluídas devem ser utilizadas para obter uma análise detalhada do funcionamento de cada deck/arquétipo [4]. Esta análise está fora do escopo destes artigos. *Ter conhecimento prévio sobre cenários recorrentes* Um ponto chave, porém impossível de ser completamente desenvolvido de forma teórica. Estes artigos não tornarão o leitor um ótimo jogador, porém devem auxiliá-lo em polir habilidades necessárias que devem ser testadas na prática. Artigo futuro (Cenários) serve para demonstrar algumas decisões comuns que o leitor deve encontrar durante seus jogos. [link](https://github.com/kaylani2/cedh-ta)(Leitura adicional - spoiler dos próximos artigos - e PDF centralizado) *REFERÊNCIAS* [1] D. Philpott, “Appendix f - best practice #2: Forensic methodology,” in Security Consulting (Fourth Edition) (D. Philpott, ed.), pp. 231 – 236, Butterworth-Heinemann, fourth edition ed., 2013. [2] M. Flores, “Who’s the beatdown?.” [link](https://articles.starcitygames.com/premium/whos-the-beatdown/)(https://articles.starcitygames.com/premium/whos-the-beatdown/), 1999. Acessado em 22/12/2019. [3] A. Sargent, “Threat assessment 101.” [link](https://www.coolstuffinc.com/a/abesargent-090114-threat-assessment-101)(https://www.coolstuffinc.com/a/abesargent-090114-threat-assessment-101), 2014. Acessado em 01/11/2019. [4] AverageDragon, “cedh decklist database.” [link](https://cedh-decklist-database.xyz/primary.html)(https://cedh-decklist-database.xyz/primary.html), 2019. Acessado em 22/12/2019.

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Kaylani Bochie

Kaylani Bochie iniciou no Magic em Mirrodin, no final de 2003. Foi iniciado no cEDH em 2016, pelo interesse natural em otimizar estratégias no Commander. Busca decks control em todos os formatos e está sempre à procura do “2-por-1” perfeito.

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