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Thiago Almeida

Report do 22º Mhysteria Modern

Conto a minha trajetória jogando de Burn no 22º Mhysteria Modern e também alguns artigos interessantes para quem curte o deck.

Fala ae pessoal. Me chamo Thiago e venho aqui com mais um report de torneio. Eu andava um pouco afastado do magic por causa do mestrado. Mas acabou surgindo a oportunidade de jogar nesse sábado. Como estava parado, deixei minhas fetchlands e shocklands emprestadas com um amigo pra ele poder testar decks novos. Não queria desfalcar o deck que ele montou pro Mhysteria, então resolvi deixar o Dredge de lado e jogar com algo diferente. O deck escolhido foi... [youtube](https://www.youtube.com/watch?v=LCnebZnysmI) Eu não tenho muita experiencia com o Burn. Acho que antes desse torneio, só tinha jogado uma vez com o deck. Mas já joguei bastante contra. E teve uma época em que estudei um pouco sobre o deck, por ser um match bem difícil pro meu Bridgevine no Modern do ano passado. Bom, pra me preparar pro torneio, eu li 2 “manuais de Burn” e vi um vídeo de Burn contra Grixis Death Shadow, todos da Star City Games. Segue abaixo os links, pra quem tiver interesse. [link](http://www.starcitygames.com/articles/38004_Breaking-Burn-In-Modern.html)(Breaking Burn in Modern da Star City Games) [link](http://www.starcitygames.com/articles/38091_A-Detailed-Guide-To-Playing-Modern-Burn.html)(A Detailed Guide to Playing Modern Burn da Star City Games) [youtube](https://www.youtube.com/watch?v=kk2jl5mQnS0) Me inspirei na [link](https://www.mtggoldfish.com/deck/2227673#paper)(lista do Dylan Donegan, que ficou em 2º lugar no SCG Open de Dallas), mas mudei bastante o Sideboard porque o deck dele era muito focado contra Burn e Whirza, o que está longe de ser o metagame esperado pro Mhysteria. Pra falar a verdade, o metagame do Mhysteria é sempre um mistério (talvez daí que venha o nome hahaha). Como eu estava começando com o deck e não sabia contra o que poderia jogar, fui no “2 de cada carta”. Minha lista acabou ficando assim: [deck](14685) *1ª rodada – Dredge* *Oponente: Mark* Na primeira partida, depois de tombar 3 [card](Creeping Chill), meu oponente foi na confiança e começou a tomar dano das shocklands. Mas eu estava com 3 [card](Lightning Helix) na mão e consegui virar o jogo, ganhando com 1 de vida. *SIDE IN* 2 [card](Skullcrack) 2 [card](Rest in Peace) *SIDE OUT* 4 [card](Searing Blaze) Na 2ª, keepei uma mão com [card](Rest in Piece), mas meu oponente já começou tombando 5 cartas com [card](Insolent Neonate) + [card](Stinkweed Imp), e botou 1 [card](Narcomoeba) e 1 [card](Prized Amalgam) em campo. Minha sorte foi que ele descarregou a mão logo em seguida, pra dar um [card](Conflagrate) no meu [card](Goblin Guide), e com isso consegui exilar praticamente todos os dredgers dele no meu segundo turno. No meu 3º turno, dei uma Helix no Amalgam dele e a partir dai foi o RIP me levando pra vitória. *2ª rodada – UW Control* *Oponente: Diogo* Nada muito emocionante na primeira partida. Vim com uma mão muito boa e comprei muito bem. Na 4ª rodada ele já estava numa situação que não tinha mais como virar o jogo. Ganhei. *SIDE IN* 2 [card](Skullcrak) 1 [card](Deflecting palm) 1 [card](Exquisite Firecraft) *SIDE OUT* 4 [card](Searing Blaze) No segundo jogo, meu [card](Goblin Guide) logo de cara revelou um [card](Timely Reinforcements). Fui segurando o meu [card](Skullcrack) na mão pra responder, mas ele mandou uma [card](Vendilion Clique) no passe, tirando a carta da minha mão. Daí em diante foi [card](Timely Reinforcements) curvando num [card](Jace, the Mind Sculptor), e com [card](Force of Negation) de back up. O 2º [card](Timely Reinforcements) fechou a partida. Perdi. A 3ª partida foi um verdadeiro jogo de xadrez. Forcei ele logo de cara a dar um [card](Path to Exile) na minha [card](Monastery Swiftspear) 3/4 , e a partir dai fui jogando todas as mágicas no turno dele pra forçar uma [card](Force of Negation) por 3 manas, mas ele nunca jogava. Pelo comportamento do meu oponente, eu tinha certeza que ele tinha uma na mão. Então continuei nesse padrão até ele juntar a 5ª land. A partir daí, passei a segurar minhas cartas na mão, me preparando pra “batalha de anula”. No 6 turno, ele estava com 4 de vida e baixou o [card](Baneslayer Angel). Eu tinha 6 terrenos e 3 cartas na mão: [card](Deflecting palm), [card](Skullcrak) e um [card](Skewer the Critics). No meu turno comprei a [card](Lightning Helix), o que foi ótimo. Dado o jogo, achei que o melhor era dar um [card](Lightning Helix) no meu turno, para que ele exilasse uma carta da mão pra mandar a [card](Force of Negation), porque com isso tinha a chance dele se sentir forçado a remover outro anula junto com a FoN. Ele escolheu não fazer isso e ir a 1 de vida. No turno dele, dei uma palma defletora na Baneslayers, que tomou um [card](Cryptic Command). Com a mágica na pilha, joguei o [card](Skullcrack). Ele só tinha 3 lands e uma era fetchland, então não podia castar a [card](Force of Negation) que tinha na mão. Ganhei. Refletindo agora sobre a partida, talvez fosse melhor esperar o turno dele pra mandar a Helix, pois ele poderia ter um [card](Negate) na mão. De repente, fazendo as jogadas da mesma maneira que eu fiz, ele poderia escolher usar a mana de maneira mais eficiente e estourar a fetch pra dar um anula custo 3. Com isso eu conseguia responder com a Helix e fechar o jogo. Enfim, se você que está lendo tiver experiência com algum dos dois decks, deixa aí nos comentários sua opinião =) *3ª rodada – Hardened Scales* *Oponente: Bruno* Na primeira partida eu travei meu jogo baixando 2 [card](Eidolon of the Great Revel) seguidos. Aquele famoso erro de quem tá começando a jogar de Burn. Mas quando eu vi, a m£$#@ já tava feita. Perdi hahahaha. *SIDE IN* 2 [card](Deflecting palm) 2 [card](Smash to Smithereens) 2 [card](Rest in Peace) 2 [card](Wear // Tear) *SIDE OUT* 4 [card](Searing Blaze) 3 [card](Skewer the Critics) 1 [card](Skullcrak) Na segunda, vim com todos os hates na mão. Usei o [card](Wear // Tear) no [card](Hardened Scales) dele, depois travei o jogo dele com o [card](Rest in Peace), e mandei um [card](Smash to Smithereens) em algum artefato dele. Ganhei. Na terceira partida estava indo tudo bem. Ele veio um pouco mais lento, sem Scales na 1. Eu destruí um artefato dele com meu Smash, e fui guiando o jogo até que, do nada, ele baixa um [card](Basilisk Collar)! Que bigode!! HAHAHAHAHA Nunca que eu ia esperar essa carta no Scales! Ele ganhou 5 de vida nesse turno e +5 no outro, me tirando completamente da conta. Perdi. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/wwk-worldwake-basilisk-collar-122.jpg) *4ª rodada – BG Elfos* *Oponente: Penelas* Na primeira partida, eu vim com a mão muito boa. Comecei com [card](Goblin Guide) e tinha 2 lands e 2 [card](Searing Blaze) pra travar bem o jogo dele. Difícil pra Elfos lidar com isso. Ganhei. *SIDE IN* 2 [card](Path to Exile) 1 [card](Deflecting palm) *SIDE OUT* 3 [card](Skewer the Critics) Na segunda partida ele zicou, e eu consegui encaixar vários pontos de dano com a [card](Monastery Swiftspear)e o [card](Goblin Guide). *5ª rodada – Bant Soulherder* *Oponente: Daniel* Um dos novos decks que surgiu com o lançamento do Modern Horizons. Eu considero o Bant Soulherder um deck no meio do caminho entre um midrange e um tempo. Então optei pela estratégia de criar uma presença forte no campo de batalha e jogar todas as mágicas instantâneas na manutenção dele, pra forçar meu oponente a pagar 3 manas pro [card](Force of Negation) e não conseguir baixar as criaturas de maneira eficiente. Isso deu bem certo na primeira partida. Ganhei. *SIDE IN* 2 [card](Path to Exile) 1 [card](Exquisite Firecraft) *SIDE OUT* 3 [card](Skewer the Critics) Na segunda partida, meu [card](Goblin Guide) revelou logo de cara um [card](Deputy of Detention). Com isso, novamente optei por travar o card advantage dele. Joguei 2 Guides no turno seguinte pra forçar ele a perder um turno jogando o Deputy e com isso não conseguir rampar ou baixar o [card](Knight of Autumm), que os guides também tinham revelado. Ele tava com 6 cartas na mão, sendo que 3 eu já tinha visto com os Guides. Nenhuma era [card](Force of Negation) nem azul. Então resolvi arriscar um [card](Searing Blaze) no meu turno. Obviamente, como o Magic é um jogo de sorte, ele foi anulado hahahahahaha, e com isso dei o tempo que ele precisava pra baixar o Knight e ter uma mana aberta pra um possível blink. Com a situação nesse estado, não arriscar não era uma opção. Fui de remoção no Deputy de novo, e dessa vez deu certo. Voltei com os guides e fui batendo e jogando mágicas na manutenção dele até fechar o jogo. Ganhei. *6ª rodada – BW Taxes feat. StoneForge Mystic* *Oponente: Guilherme* Caramba, [card](Thalia, Guardian of Thraben) é uma carta demoníaca contra Burn! Considerando seriamente voltar com o [card](Grim Lavamancer) pelo menos pro Sideboard depois dessa partida xD Enfim, a primeira partida fui eu olhando pra [card](Thalia, Guardian of Thraben) + [card](Giver of Runes) com aquela lágrima escorrendo no canto do olho. Perdi. *SIDE IN* 2 [card](Path to Exile) 2 [card](Deflecting palm) 2 [card](Smash to Smithereens) *SIDE OUT* 3 [card](Skewer the Critics) 1 [card](Skullcrak) 2 [card](Rift Bolt) Na segunda, arrisquei uma mão com 1 land só. Tinha uns 3 [card](Lava Spike), mas nenhum bolt, o que é preocupante nessa partida. Ele consegui comprar a 2ª land, mas ele veio de novo com Thalia na 2, e todas as remoções que eu tinha eram de custo 2. Ai fui dando [card](Lava Spike) pra ir diminuindo a vida dele, na esperança de que viesse uma land ou um Bolt, mas nesse meio tempo tomei um [card](Kaya’s Guile) e uma [card](Stoneforge Mystic) buscando aquela espada que faz ganhar 3 de vida. Ai saí muito da conta. Perdi. *Com isso fechei o torneio 4-2, o que me rendeu o 6º Lugar!* [image](https://cardsrealm.com/images/uploads/1568826868.jpeg) O Burn tá muito bom pro Modern agora. As Horizon Lands deram um gás absurdo. No torneio todo eu só muliguei 2 vezes, e muito disso se deve à consistência que essas lands deram ao deck. Hoje em dia é possível manter uma mão de 4 terrenos sem correr tanto o risco de floodar no final do jogo. Foi uma experiência legal jogar com um deck diferente do que eu estou habituado. Mas tenho que admitir que deu uma dor no coração castar um [card](Rest in Peace) contra o Dredge hahahahahahahahaha. Jogar no Mhysteria é sempre uma experiência legal. Volta e meia aparece algum deck criativo, e você nunca sabe contra o que vai jogar. Quem chegou até o final do texto com certeza tem interesse em Modern. Então já convido todos vocês a participarem do próximo Mhysteria: *23º Mhysteria Modern* *Dia 19/10 – sábado – Na Portal TCG* Vejo vocês lá =)

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Wendel Lemos

O dia em que apitei sem supervisão


Todos os L2 com quem conversei antes de apitar sozinho meu primeiro torneio em REL Competitivo, falaram a mesma coisa basicamente: “fique tranquilo”, “errar faz parte”, “não tenha medo de errar”, “é falta de costume” e por aí foi. A adrenalina de fazer isso efetivamente sozinho realmente nenhum deles me descreveu ou me alertou sobre. Cheguei 09:30h no local, a loja abriria 10h e a primeira rodada estava programada para 11h. Eu também sou TO desse evento, mas estaria sozinho no “salão” pois outros 2 TOs estavam jogando e 1 narrando a stream. O Érick (L2) com quem apitei no meu primeiro torneio Competitivo já havia me sinalizado que não é bom acumular funções, mas eu não tinha saída nesse dia. Com um atraso ilusório de 10min e 36 jogadores, começamos a 1ª rodada. Fui chamado em menos de 2min. Eu já fui me tremendo todo e respirando fundo. Um jogador comprou 8 cartas na mão inicial. Eu sabia o que fazer, mas pedi 1s e fui conferir. Expliquei que precisaria aplicar um Warning e disse o que era preciso ser feito. Ok, tudo bem até então. Fui entregar as slips e fui chamado novamente. Eu sabia o que fazer. Expliquei o motivo do Warning e o que deveria ser feito. Obviamente fui conferir no IPG se estava certo e, pra minha felicidade, estava. Anotei as penalidades em um caderninho, pois seria mais fácil conferir caso precisasse ao invés de ir checar as slips. Final da 2ª rodada e mais uma penalidade e pausa para almoço. Nem conseguir sair pra comer. Pedi um belisco qualquer, peguei as decklists e fui contar cartas. Isso me ajudou a relaxar e muito. No início da 3ª rodada, uma penalidade fácil, que eu já havia dado a outro jogador naquele dia. Uma 4ª rodada sem penalidades, muitas chamadas para dúvidas simples e a derradeira reta final. Na 5ª rodada a disputa ficou acirradíssima e fui chamado com muita frequência nas primeiras mesas. Apliquei 2 warnings duplos, ambos nas mesas 1 e 2. Ainda passei uma situação no mínimo engraçada mas válida. A stream pegou um GPE e me avisaram bem rápido ao ponto de dar tempo de parar o jogo, confirmar a jogada errada e aplicar a penalidade. Até sugeriram um ponto eletrônico! E finalmente a última rodada, com uma penalidade na mesa 1 totalmente justificável visto o nervosismo dos 2 jogadores. [image](https://cardsrealm.com/images/uploads/1568750556.jpg) Eu sobrevivi até o fim. Na metade do torneio, aquilo parecia ser a coisa mais fácil do universo. Convenhamos, não é fácil, mas você se habitua. Você entra naquele ritmo, anda pra cima e pra baixo, fica de olho nas mesas, é chamado e explica algo corretamente, você se sente útil. Quando eu decidi me tornar juiz, foi mais uma necessidade pra ajudar o evento que faço parte do que um desejo real. Hoje eu só penso em me tornar um ótimo juiz pelo evento, mas principalmente pela comunidade. Com a futura vinda do Judge Academy todos estão especulando muito, mas sem nenhuma grande certeza. Já ouvi comentários sobre juízes que vão sair do programa, outros que não vão nem tentar entrar mais. A única certeza que eu tenho é que, não importa o que aconteça daqui pra frente, eu vou apenas focar em me tornar um juiz melhor.

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Wendel Lemos

Wendel começou a jogar Magic em 2001, parou e voltou em 2012. Depois de 1 ano de Standard, se apaixonou pelo Modern e com a Isa, criou o Mhysteria em 2017. Odeia Selado mas se rendeu ao CMD. Isso tudo na mesma época em que virou Juiz L1. Ah sim, foi ele quem estourou a fetch.

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Ari Ferreira

O Incansável Tireless Tribe Combo no Pauper


Fala galera o/ Aqui é o Ari e no artigo de hoje analisaremos um dos principais combos do formato: O incansável Tireless Tribe Combo. Confesso que eu faço parte da parcela que acreditava que o Tribe morreria após o ban de Gush, e olha que essa minha opinião era baseada na hipótese de banirem apenas o [card](Gush), agora imaginem esse ban acompanhado de [card](Gitaxian Probe) e [card](Daze)? Felizmente eu estava muito errado e sim, existe vida após o ban. Quem acompanhou o Pauper mais de perto nos últimos meses conseguiu observar as mudanças que o deck sofreu até chegar nas versões atuais. Logo após o ban, o primeiro movimento foi a adição das cartas [card](Accumulated Knowledge), [card](Peek), [card](Compulsive Research) e [card](Tethmos High Priest). No final de maio, o jogador do mol, Entropy263 conquistou um 5-0 com a seguinte lista: [deck](14592) O segundo movimento importante ocorreu após o lançamento de Modern Horizons, foi quando o inverno chegou ao Pauper trazendo tantas modificações para o Tribe que ele praticamente se tornou outro deck, deixou de ser Full Combo e se tornou um Midrange + Combo. O Kit Astro foi adicionado ao deck e o azul deu lugar ao verde, o deck até passou a ser conhecido como "Tribe Bate com a Bunda" por utilizar [card](Treefolk Umbra), uma das principais carta do deck. Em Julho, o jogador FARADAN conquistou o 7º lugar em um Pauper Challenge com a lista abaixo: [deck](14588) O movimento mais recente foi o surgimento da versão pós-ban mais consistente do deck até o momento. A adição da carta [card](Whiteout) fez o Tribe ressurgir na cena competitiva do Pauper. O deck já fez diversos resultados nas ligas e Challenges do MOL. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/ody-odyssey-tireless-tribe-56.jpg) O [card](Gush) sempre foi importante no combo por realizar duas funções: 1ª Cavar o deck; 2ª Encher a mão de cartas que seriam descartadas para ativar a habilidade do Tireless Tribe várias vezes. O [card](Whiteout) não cava o deck, mas consegue ser ainda mais eficiente que o Gush para ativar o Tireless Tribe porque além de lidar melhor com os anulas, todos os seus terrenos em jogo podem ser utilizados para voltar o Whiteout para a mão diversas vezes para descartá-lo novamente. Muitas vezes o Tribe pré-ban tinha dificuldades para vencer jogos em que os oponentes ganhavam pontos de vida. O Tribe atual consegue lidar melhor com essas situações, já ouvi relatos de partidas que foram vencidas mesmo após o oponente ter feito um [card](Weather the Storm) para muitos pontos de vida. Recentemente o jogador PauloCabral_BR conquistou dois Top 8's nos Challenges: 4º lugar no dia 25/08 e 7º lugar no dia 01/09. [deck](14587) Mais uma vez temos o exemplo de uma carta que sempre esteve presente no Pauper, porém ainda não tinha sido explorada pelos seus jogadores. Casos semelhantes aconteceram com [card](Skred) e com o próprio [card](Tireless Tribe) no passado. Vivemos um momento de extrema popularidade do Jeskai, será que a resposta para o deck não se encontra adormecida nesse momento? Bom, isso é assunto para um outro momento. Para o artigo de hoje eu convidei o Paulo Cabral para uma entrevista, ninguém melhor do que ele para falar com propriedade sobre o deck. Primeiramente gostaria de agradecer ao Paulo por aceitar responder nossas perguntas e compartilhar a visão dele sobre o deck com a comunidade. Espero que os leitores gostem dessa ideia. *ENTREVISTA* *Muitas pessoas acreditavam que o Tribe perderia sua relevância no formato após o ban de Gush, Gitaxian e Daze. Como foi sua relação com o deck desde o momento do ban até a lista atual?* *R:* Eu nunca tive uma relação muito próxima com o Tribe antes do ban, joguei com o deck, mas ele não tinha uma partida boa contra o Mono U e por esse motivo eu preferia jogar com outros decks naquela época. Logo após o ban eu cheguei a testar uma versão do deck que utilizava [card](Squadron Hawk) para encher a mão, mas essa interação não era suficiente para fazer o deck rodar, só comecei a jogar frequentemente com o deck após a "descoberta" de [card](Whiteout). *Na sua opinião, quais são as principais diferenças entre a versão pré-ban, que chegou a ser um dos principais decks do Pauper no passado, e a versão atual com Whiteout?* R: As diferenças estão principalmente nas funcionalidades que o deck perdeu com a ausência das cartas banidas. O Gitaxian Probe possibilitava conhecer a mão do oponente e combar com mais segurança, hoje jogamos "no escuro". Daze permitia surpreender o oponente e o Gush cavava muito mais cartas do deck, muitas vezes em situações extremas em que eu perderia o jogo na volta por não ter o Inside Out na mão, eu partia para o ataque ainda na esperança de encontrar a carta com o Gush durante o combate, algumas vezes isso funcionava. Eu gosto da versão atual porque apesar de ela ser mais lenta, ela joga relativamente melhor contra os Aggros. A combinação de [card](Seeker of the Way) e [card](Prismatic Strands) melhorou o deck nesse quesito. *Você tem conseguido bons resultados com o deck no MTGO, tanto nas ligas quanto nos Challenges. Você acha que o deck está bem posicionado? Quais têm sido suas maiores disficuldades no meta atual?* R: Sim, considero o deck bem posicionado atualmente. Ele tem uma match muito boa contra o Tron (considero 70% Tribe) e contra os aggros do formato. As dificuldades são Jeskai (60% Jeskai) e Mono W Heroic, que considero a pior match para o Tribe. *Você chegou a jogar com o Treefolk Tribe, também conhecido como “Tribe Bate com a Bunda”? O que achou da lista?* R: Não, eu não joguei com o deck, mas certamente sentiria falta das cantrips. Apenas olhando para a lista, imagino que ela não tenha uma match boa contra Tron e Jeskai, o que é um problema, pois esses dois decks representam boa parte do meta. Vamos fazer um jogo rápido? *Irei citar algumas cartas e você diz qual a importância delas em sua lista?* [card](Seeker of the Way) Melhor criatura contra aggros. Boa contra Stompy, Goblins e Burn. Contra o Heroic eu tiro o Seeker porque ele não é muito relevante. [card](Muddle the Mixture) Um dos melhores tutores do deck, além de permitir buscar um [card](Inside Out) ou um Seeker of the Way de acordo com situação do jogo, ele também é um ótimo anula. Costumo usar muito contra Éditos, Pestilência, remoções em geral. [card](Merchant Scroll) Gosto da versatilidade da carta, ela pode tutorar partes do combo como o Inside Out ou uma proteção como [card](Circular Logic), mas ela também pode buscar [card](Dizzy Spell) e isso é bem importante para encontrar o próprio [card](Tireless Tribe). Já teve situações de fazer um [card](Muddle the Mixture) para [card](Merchant Scroll) para Dizzy Spell para Tireless Tribe. [card](Mystic Remora) (você chegou a utilizar em suas primeiras listas) Eu usava ela para melhorar um pouco a match contra o Jeskai, é uma boa estratégia contra o deck, mas atualmente não tenho slot no side. Talvez eu volte a usá-la no futuro.

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Ari Ferreira

Analista de Sistemas em São Paulo. Jogador e produtor de conteúdo sobre MTG. Criador e apresentador do Canal e Podcast Mana Delver. Apesar de ser apaixonado pelo Pauper, também joga e aprecia todos os outros formatos.

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