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Ari Ferreira

Tribos do Magic - Fractius

Os Fractius são criaturas que existem apenas no universo MTG e curiosamente eles foram idealizados por um jogador de Magic chamado Mike Elliott.

Fala Galera o/ Aqui é o Ari, e hoje eu darei continuidade à série de artigos sobre as Tribos do Magic. Para quem não acompanhou toda a série, segue abaixo o link das publicações anteriores: [link](https://cardsrealm.com/artigos/tribos-do-magic---fadas)(Fadas), [link](https://cardsrealm.com/artigos/tribos-do-magic---eldrazi-2)(Eldrazi) e [link](https://cardsrealm.com/artigos/tribos-mtg---vampiros-01)(Vampiros). Uma característica bem marcante dos Fractius é que eles vivem em colônias e possuem uma mente coletiva, por isso são capazes de compartilhar suas habilidades com todos os outros Fractius ao redor. No jogo, quanto mais Fractius no campo de batalha, mais complicada será a situação do oponente. Uma simples criatura no turno um, pode virar uma grande dor de cabeça no turno três. Os Fractius são criaturas que existem apenas no universo MTG e curiosamente eles foram idealizados por um jogador de Magic chamado Mike Elliott. Mike foi responsável por criar os Fractius em seu tempo livre, numa coleção que ele batizou de "Astral Ways". Um ano após a "criação" de Astral Ways, Mike foi contratado pela Wizards, e junto com a equipe de designers introduziu os Fractius no Magic em 1997, no bloco de Tempestade. A grande inspiração para as mecânicas dos Fractius foi o card [card](Plague Rats). [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/lea-limited-edition-alpha-plague-rats-121.jpg) Mike percebeu cedo duas necessidades para explorar todo o potencial da mecânica. A primeira necessidade era criar uma grande quantidade de Fractius para que a sinergia da tribo fosse bem aplicada no Limitado (isso explica o ciclo de cards comuns). Outra necessidade era criar os Fractius nas cinco cores para permitir toda a agressividade que ele desejava para a tribo. Se todos os Fractius fossem verdes, por exemplo, toda a mecânica teria que ser bem mais conservadora. *A História* *Primeira Geração: Tempestade e Sliver Queen (1997)* [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/sth-stronghold-sliver-queen-129.jpg) [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/tpr-tempest-remastered-metallic-sliver-226.jpg) Na lore, a origem dos Fractius é desconhecida. Acredita-se que Volrath os encontrou durante uma visita à um plano ainda não revelado, ele teria ficado tão fascinado com a raça que resolveu levar a [card](Sliver Queen) para o plano de Rath, onde poderia realizar seus estudos. Volrath tinha um hobby sádico: Fazer experimentos em seres vivos sem o benefício da anestesia. Durante seus experimentos ele teria projetado o [card](Metallic Sliver) para viver como espião entre as crias da rainha, porém as criações de Volrath não eram capazes de compartilhar suas habilidades. Acredita-se que Volrath não tenha parado por aí. Provavelmente ele executou outros experimentos dos quais não sabemos a história. Talvez nunca saberemos quais são os Fractius originais e quais foram "projetados" por Volrath. Existe um teoria que os Fractius monocoloridos de Tempestade seriam os originais, enquanto os multicoloridos de Fortaleza, com exceção da rainha, seriam criações de Volrath. Mas tudo isso não passa de uma teoria. Durante a sobreposição de Rath, os Fractius foram transportados para Urborg em Dominária. A maioria morreu quando se materializaram dentro de um vulcão, e o resto morreu nas batalhas subsequentes. *Segunda Geração: Investida e Senhor dos Fractius (2003)* Mas é claro que uma espécie tão boa assim não continuaria extinta... Cem anos após esse evento, magos envolvidos no Projeto da Rebentação (Riptide Project) descobriram fósseis de Fractius e planejaram trazê-los de volta a vida. Infelizmente, eles não tinham ideia do que estavam prestes a fazer, e não consideraram o quão rápido os Fractius poderiam se multiplicar ou o quão difícil seria controlá-los sem recriar sua rainha. Sem ela, os Fractius se tornaram ferozes e violentos e devastaram o laboratório em que o projeto acontecia. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/ons-onslaught-riptide-laboratory-322.jpg) [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/ons-onslaught-riptide-replicator-309.jpg) A festa dos Fractius não durou muito tempo, uma sequência de eventos acabou resultando em uma grande explosão. Então pela segunda vez, um grande número de Fractius foram dizimados em Dominária, mas nem todos morreram, durante a explosão uma parte dos Fractius se fundiram, tornando um ser apenas, o [card](Sliver Overlord). Que passou a exercer o papel de rainha da colmeia para os outros Fractius que também sobreviveram a explosão. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/h09-premium-deck-series:-slivers-sliver-overlord-24.jpg) *Terceira Geração: Espiral Temporal e a Legião de Fractius (2006)* As várias explosões que Dominária sofreu causou danos severos ao plano, e alguns dos Fractius sobreviventes foram deslocados pela linha temporal. Ao contrário de outras raças, os Fractius, com grande capacidade de adaptação, se mostraram aptos a sobreviver e a se multiplicar em um plano praticamente morto. Eles desenvolveram habilidades de imitar as outras espécies, o Fractius [card](Gemhide Sliver) assumiu uma característica semelhante a das [card](Birds of Paradise), sendo capazes de criar mana de qualquer cor desejada. A carta [card](Sliver Legion) representa muito bem essa capacidade dos Fractius adaptarem a mente coletiva na ausência da Rainha Fractius. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/fut-future-sight-sliver-legion-158.jpg) *Quarta geração: Shandalar e Mudança de Visual* Na Coleção Básica de Magic 2014, dessa vez no plano de Shandalar, a Wizards nos apresentou uma grande mudança no visual dos Fractius, que deixaram de lado características clássicas como: Cabeça em forma de bico, garras e caudas e passaram a ser mais humanoides. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/m14-magic-2014-predatory-sliver-189.jpg) A explicação da equipe de design para essa mudança seria fato do design anatômico das edições anteriores já estar saturado, o que complicava a missão de não se tornarem repetitivos. Eles decidiram que M14 era o momento correto de aumentar a gama de possíveis morfologias para a tribo. A evolução visual também ajuda a diferenciar os Fractius mais antigos dos mais recentes. Facilitando a identificação da importante mudança no texto das habilidades que deixaram de afetar todos os Fractius do jogo e passaram a afetar apenas os Fractius do próprio controlador. Essa diferença de regras não foi um grande impulso para a mudança visual em si, mas permitiu um tempo lógico para fazer a alteração. Alguns anos mais tarde, na Coleção Básica de Magic 2015 os "Fractius Humanoides" vieram acompanhados do Fractius [card](Sliver Hivelord) que possui cerca de dez vezes o tamanho de um ser humano. [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/m15-magic-2015-sliver-hivelord-211.jpg) *Plano natal dos Fractius* A Wizards já disse que existe uma possibilidade de visitar o desconhecido plano de origem dos Fractius. Recentemente na coleção de Modern Horizons tivemos o print de alguns Fractius, entre eles [card](The First Sliver). [image](https://cardsrealm.com/images/cartas/en/mh1-modern-horizons-the-first-sliver-200.jpg) Infelizmente com poucas informações sobre a origem dos Fractius, só nos resta esperar por um futuro de maiores detalhes sobre essas criaturas amadas por muitos jogadores de Magic. Vou ficando por aqui, espero que tenham curtido o artigo! Muito obrigado pela leitura e até a próxima!

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Ari Ferreira

Analista de Sistemas em São Paulo. Jogador e produtor de conteúdo sobre MTG. Criador e apresentador do Canal e Podcast Mana Delver. Apesar de ser apaixonado pelo Pauper, também joga e aprecia todos os outros formatos.

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MTG on Budget

Budgetzando Standard – Rakdos Knights by Dylan Nollen


Olá jogadores e jogadoras vamos a série budgetizando, onde nós pegamos uma lista de um deck forte no metagame e fazemos uma lista mais acessível, porém ainda boa. No final de dezembro de 2019 tivemos o Grand Prix Portland onde Dylan Nollen ficou em primeiro lugar com o deck Rakdos Knights. *LISTA NÃO BUDGET* [deck](26875) *MUDANÇAS* A ideia do deck é ser bem agressivo, por isso conta com diversas criaturas de baixo custo: Mantemos as 4 cópias de [card](Fervent Champion) que por apenas um mana vermelho é uma criatura 1/1 com iniciativa e ímpeto. Além disso ao atacar ele concede +1/+0 até o final do turno para o cavaleiro alvo. E como se não fosse suficiente as habilidade de equipara que ativarmos que tenha ela como alvo custam 3 manas genéricos a menos. Conseguimos manter também as 4 cópias de [card](Gutterbones) uma criatura 2/1 que entra em campo virado por apenas um mana preto. Ainda podemos devolve-lo do cemitério para a nossa mão ao custo de um mana preto e um genérico caso algum oponente tenha perdido vida no turno. Infelizmente não conseguimos manter as cópias de [card](Knight of the Ebon Legion), e substituímos por 4 cópias de [card]( Foulmire Knight // Profane Insight) criatura 1/1 por apenas um mana com toque mortífero, entretanto ele pode ser jogado como a instantânea aventura Profane Insight que nos permite comprar uma carta e perder um ponto de vida. Para dar suporte aos nossos cavaleiros, temos as seguintes cartas: Diminuímos de 4 para 2 cópias [card](Embercleave) artefato equipamento lendário com lampejo que concede +1/+1 além de atropelar e golpe duplo para a criatura equipada. E apesar de seu custo de equipar, ao entrar em campo Embercleave já é anexada a uma criatura atacante que controlamos. E como se não fosse pouco, ainda custa um mana genérico a menos para cada criatura atacante que controlamos. Falando no equipamento, para manter o deck budget, temos que tirar as cópias de [card](Rotting Regisaur), uma criatura 7/6 por apenas 3 manas que apesar de não ser um cavaleiro, faz um ótimo estrago em conjunto com a [card](Embercleave). Iremos manter as 4 cópias de [card](Blacklance Paragon) criatura 3/1 com lampejo que ao entrar em campo concede toque mortífero e vinculo com a vida até o final do turno para o cavaleiro alvo, podendo inclusive ser ele próprio, o que além de nos conceder vida ainda transforma os cavaleiros em uma remoção graças ao toque mortífero. Iremos adicionar 4 cópias de [card](Belle of the Brawl) cavaleiro com ameaçar, o que torna difícil de ser bloqueado, e que ao atacar concede +1/+0 para os outros cavaleiros até o final do turno. E completamos a lista com alguns suportes: Removemos as cópias de [card](Murderous Rider // Swift End) e [card](Bonecrusher Giant // Stomp) Acrescentamos 2 cópias de [card](Bedeck // Bedazzle) sendo que Bedeck concede +3/-3 até o final do turno para a criatura alvo, nesta lista servindo como remoção, porém em alguns casos pode aumentar o poder de criaturas. Em alguns caso podemos usar Bedazzle para destruir o terreno alvo não básico, quebrando algumas estratégias e ainda causar 2 de dano a um oponente ou planeswalker alvo. Mantemos as 4 cópias de [card](Drill Bit) feitiço de três manas que pode ser jogado por apenas um mana preto graças ao Spectacle fazendo o oponente revelar a mão e nos fazendo escolher uma carta que não seja terreno para que ele descarte. Mantemos também as 4 cópias de [card](Stormfist Crusader) uma criatura 2/2 com ameaçar que no inicio da nossa manutenção faz com que cada jogador compre uma carta e perder um ponto de vida. Acrescentamos também 4 cópias de [card](Smitten Swordmaster // Curry Favor) uma criatura com vinculo com a vida. Porém pode ser jogado como feitiço Curry Favor que faz com que cada oponente perca vida igual o numero de cavaleiros que controlamos, e nos ganhamos vida igual a quantidade de cavaleiros que controlamos. E para fechar alista removemos as cópias de [card](Blood Crypt) e [card](Castle Locthwain) e utilizamos com 4 cópias de [card](Tournament Grounds), 13 cópias de [card](Swamp) e 7 cópias de [card](Mountain). Como resultado final chegamos a seguinte lista: *LISTA BUDGET* [deck](26874) Em resumo, o deck consegue ser bem explosivo no early game, com algumas boas opções para finalizar o oponente no late game. Espero que tenham gostado e até a próxima.

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